n8n vs Make 2026: Qual a Melhor Plataforma de Automação no Brasil?

Tela de programação com código — automação n8n versus Make em 2026

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Imagine dois caminhos para automatizar seu negócio. Um deles entrega resultados em minutos, mas cobra cada passo que sua automação dá. O outro exige um pouco mais de esforço inicial, mas depois roda quantas vezes você quiser pelo preço de um plano de celular.

Essa é a essência do comparativo entre n8n e Make em 2026.

A resposta curta: se você quer subir uma automação hoje sem pensar em infraestrutura, vá de Make. Mas se o volume de execuções vai crescer (e vai), o n8n self-hosted em VPS brasileira entrega mais flexibilidade, custo fixo previsível e uma vantagem que nenhum concorrente gringo está discutindo: seus dados nunca saem do Brasil.

Tela de programação com código — automação n8n versus Make em 2026

O Que São n8n e Make?

O n8n é uma plataforma de automação de workflows criada em 2019 por Jan Oberhauser, em Berlim. O código é aberto no modelo fair-code (Sustainable Use License): você pode ver, modificar e rodar no seu próprio servidor. Não é open source no sentido estrito da OSI, mas é funcionalmente aberto: está no GitHub, tem mais de 150 mil estrelas e uma comunidade de 200 mil membros. Se você usa uma VPS turbo cloud ou qualquer servidor com Docker, consegue rodar n8n em minutos.

Já o Make nasceu como Integromat em 2016, em Praga, criado por seis co-fundadores incluindo Patrik Šimek (CTO) e Ondřej Gazda (CEO original). Em outubro de 2020, a alemã Celonis, gigante de process mining avaliada em US$ 13 bilhões, adquiriu a Integromat por mais de US$ 100 milhões. O rebranding para Make veio em 2022. Hoje, a plataforma é 100% cloud: você acessa, monta cenários visuais e sai automatizando. Zero preocupação com servidor, mas também zero controle sobre onde seus dados rodam.

n8n vs Make: Comparativo Completo

Colocar as duas lado a lado ajuda a ver onde cada uma brilha, e onde uma delas resolve um problema que a outra nem toca.

Característica n8n Make
Preço inicial Gratuito (self-hosted) / $24/mês (Cloud Starter) Grátis (1.000 ops/mês) / $9/mês (Core)
Custo alto volume Fixo (apenas VPS ~R$ 30/mês) Escalável (créditos extras)
Curva de aprendizado Média-alta (requer conceitos técnicos) Baixa-média (visual builder intuitivo)
Integrações 400+ core + 600+ comunidade (~1.500 total) + HTTP node (API ilimitada) 1.400+ nativas / 3.000+ total com parceiros
Self-hosting Sim (VPS, Docker, npm) Não (cloud-only)
AI Agents MCP support multi-modelo (OpenAI, Anthropic, Google) MAIA (criação por linguagem natural)
LGPD / Privacidade Dados podem ficar no Brasil (self-hosted VPS BR) Servidores EUA (Celonis/AWS)
Código Fair-code (Sustainable Use License) Proprietário (fechado)
Templates comunidade 10.390+ workflows Biblioteca limitada
Execuções/mês (plano básico) Ilimitadas (self-hosted) / 2.500 (Cloud Starter) 10.000 (Core)

O n8n tem 400 nós nativos, mas o verdadeiro diferencial técnico é o HTTP Request node: ele conecta com qualquer API REST que exista. Se o serviço tem documentação de API, o n8n consegue integrar. O Make oferece mais conectores prontos (1.400+ oficiais), mas você depende de a integração existir no catálogo.

A diferença mais gritante está na coluna de LGPD. O Make roda em servidores da Celonis nos Estados Unidos (AWS). O n8n self-hosted roda onde você quiser, inclusive em VPS no Brasil.

Facilidade de Uso: Make é Mais Fácil que o n8n?

Sim, o Make é mais fácil. E isso não é demérito do n8n: são propostas diferentes.

O editor visual do Make é intuitivo: você arrasta módulos, conecta com linhas e vê os dados fluindo em tempo real. Um empreendedor sem background técnico consegue montar uma automação funcional em 30 minutos. É o tipo de ferramenta que entrega valor rápido.

O n8n também tem editor visual, mas a interface exige mais contexto técnico. Você precisa entender conceitos como nós, credenciais, webhooks e expressões. A comunidade no Reddit é unânime: a curva de aprendizado do n8n é real. A recompensa é uma flexibilidade que o Make não alcança, especialmente quando a automação envolve lógica condicional complexa ou integrações customizadas.

Diagrama de fluxo de trabalho e automação visual — curva de aprendizado n8n vs Make

Se você é do time “quero só usar, sem técnica”, o Make é a escolha natural. Se você é do time “preciso de controle total e sei que o volume vai crescer”, o esforço inicial do n8n se paga em semanas.

Preços: O Custo Real de Cada Plataforma

A tabela de preços oficiais é só metade da história. A outra metade está no custo por execução — e é aí que o Make revela sua armadilha.

Plataforma Plano Preço (USD) Preço (R$ aprox.) Execuções/mês Custo por 1.000 execuções
n8n Self-hosted (VPS BR) ~$3-7/mês ~R$ 15-35/mês Ilimitadas ~R$ 0
n8n Cloud Starter $24/mês ~R$ 132/mês 2.500 ~R$ 52,80
n8n Cloud Pro $60/mês ~R$ 330/mês 10.000 ~R$ 33,00
Make Free $0 R$ 0 1.000 R$ 0
Make Core $9/mês ~R$ 50/mês 10.000 ~R$ 5,00
Make Pro $16/mês ~R$ 88/mês 10.000 ~R$ 8,80
Make Teams $29/mês/user ~R$ 160/mês/user 10.000/user ~R$ 16,00/user

Câmbio de referência: ~R$ 5,50/USD (julho/2026). Valores podem variar.

Agora o detalhe que muda tudo: no Make, cada módulo do cenário consome um crédito por execução. Uma automação de 15 passos que roda 10 vezes ao dia consome 4.500 créditos por mês, quase metade do limite do plano Core de 10.000. Se a mesma automação rodar 30 vezes ao dia, você estoura o plano.

No n8n self-hosted, o custo é o VPS. Ponto. A VPS Hostinger com n8n, que recomendamos com o cupom MAICON10, custa cerca de R$ 30 por mês e não impõe limite de execuções. É o que chamamos de custo fixo real: você paga o servidor, e o n8n roda o quanto sua operação precisar.

Gráfico de barras e pizza comparando custos n8n self-hosted versus Make cloud

Os preços oficiais do n8n e os preços oficiais do Make estão disponíveis nas respectivas páginas. A recomendação do Runzos: se seu volume mensal de operações tende a ultrapassar 5.000 execuções, o self-hosted já se paga no primeiro mês comparado ao Make Core.

AI Agents em 2026: Onde Cada Plataforma se Destaca

2026 é o ano em que a automação deixou de ser “se X então Y” e passou a envolver agentes de IA que tomam decisões, chamam APIs e raciocinam em cadeia.

n8n e o MCP (Model Context Protocol)

O n8n abraçou os AI Agents com suporte nativo ao MCP — um protocolo aberto que conecta agentes a ferramentas externas. Na prática, você pode criar um agente no n8n que usa OpenAI para entender a intenção do usuário, Anthropic para gerar respostas curadas e Google Gemini para processar imagens, tudo no mesmo workflow, sem ficar preso a um único provedor.

O nó de AI Agent do n8n gerencia memória de conversa, chamadas de ferramentas e loops de raciocínio. É uma abordagem de poder bruto: você configura o comportamento, conecta as ferramentas e deixa o agente trabalhar.

Make e o MAIA

O Make respondeu com o MAIA, um assistente que cria cenários de automação por linguagem natural. Em vez de arrastar módulos, você digita “quero que todo lead do formulário vá para o Google Sheets e dispare um e-mail de boas-vindas” e o MAIA monta o cenário. É acessível, mas limitado: o MAIA é um builder assistido, não um runtime de agentes autônomos.

Na nossa leitura, o n8n lidera em agentes de IA para quem precisa de orquestração complexa. O Make lidera em acessibilidade para quem quer criar cenários simples sem tocar na configuração.

n8n vs Make para Brasileiros: LGPD, Latência e Câmbio

Aqui está o ângulo que nenhum comparativo gringo cobre, e que define a decisão para qualquer operação que lida com dados no Brasil.

O Make roda em servidores da Celonis nos Estados Unidos (AWS). Toda automação que você cria — processamento de leads, disparo de WhatsApp, integração com ERPs, conciliação financeira — trafega e armazena dados fora do território nacional. Isso aciona o artigo 33 da LGPD sobre transferência internacional. A maioria dos empreendedores brasileiros não pensa nisso na hora de escolher uma ferramenta, mas é exatamente aí que está o risco.

Chamamos isso de Efeito Fronteira Digital: o fenômeno onde dados que cruzam fronteiras internacionais ficam sujeitos a jurisdição estrangeira (lei americana, no caso), enquanto o self-hosting mantém a operação dentro do país — sob uma única legislação, a brasileira.

Com o n8n self-hostado em VPS nacional, seus dados nunca saem do Brasil. Você controla onde as informações dos seus clientes são armazenadas, processadas e transmitidas. Se sua automação envolve dados financeiros, como integração com o Asaas para cobranças, manter tudo em território nacional é uma camada de compliance que o Make simplesmente não oferece.

A latência também pesa: uma requisição local dentro do Brasil leva poucos milissegundos. A mesma requisição para servidores nos EUA leva centenas de milissegundos. Para automações em tempo real (chatbots, webhooks de pagamento, notificações), a diferença é perceptível.

E tem o câmbio: o Make cobra em dólar. O plano Core de $9/mês parece barato, mas com IOF e spread bancário sobre transações internacionais, o custo real sobe. O n8n self-hosted custa em real: você paga o boleto da VPS e pronto.

Quando Escolher Cada Um

Não existe resposta única. Existe a ferramenta certa para o seu momento. Organizamos os cenários mais comuns:

Cenário Recomendação Por que Custo estimado
A: “Quero Só Usar, Sem Técnica” Make Visual builder mais intuitivo, setup rápido, sem infraestrutura $9-16/mês (~R$ 50-88/mês)
B: “Quero Controle Total e Menor Custo” n8n self-hosted Custo fixo baixo (VPS), ilimitado, dados no Brasil, total flexibilidade ~R$ 30/mês (VPS Hostinger)
C: “Preciso de Integrações Não Triviais” n8n API REST ilimitada via HTTP node, fair-code extensível R$ 30/mês (self-hosted) ou $60/mês (Cloud Pro)
D: “Equipe Grande, Precisa de Suporte” Make Teams / n8n Cloud Suporte dedicado, gerenciamento centralizado, sem preocupação com infra $29/user/mês (Make) ou $800/mês (n8n Business)

Cenário A: “Quero Só Usar, Sem Técnica”

Você é um empreendedor que quer automatizar o envio de leads do formulário para o e-mail e planilha. Não quer saber de VPS, Docker ou SSH. O Make resolve isso em 15 minutos com a versão gratuita. Se o volume subir, o plano Core de $9/mês cobre 10.000 operações, suficiente para a maioria dos pequenos negócios.

Cenário B: “Quero Controle Total e Menor Custo”

Você já passou da fase inicial. As automações cresceram, o volume mensal ultrapassou 10.000 execuções e o Make começou a pedir créditos extras. O n8n self-hosted na VPS Hostinger resolve: R$ 30 por mês, execuções ilimitadas, dados no Brasil. Use o cupom MAICON10 para economizar na contratação.

Cenário C: “Preciso de Integrações Não Triviais”

Você precisa conectar sistemas que não estão no catálogo de nenhuma plataforma: um ERP brasileiro, uma API de nota fiscal, um gateway de pagamento regional. O HTTP Request node do n8n conecta com qualquer API REST documentada. Não depende de parceria oficial ou conector pronto. O Make também tem HTTP module, mas a flexibilidade e a comunidade de templates do n8n (10.390+ workflows compartilhados) facilitam achar soluções prontas para adaptar.

Cenário D: “Equipe Grande, Precisa de Suporte”

Sua equipe tem 5 ou mais pessoas criando e mantendo automações. Você precisa de controle de acesso, logs de auditoria e suporte com SLA. Tanto o Make Teams ($29 por usuário por mês) quanto o n8n Cloud Business ($800 por mês para toda a organização) atendem a esse perfil. A escolha aqui depende mais do ecossistema: se sua equipe já usa ferramentas do universo Make, fique nele. Se precisa de self-hosting, flexibilidade de código e AI Agents, vá de n8n.

FAQ

Qual é mais fácil de usar n8n ou Make?

Make. O editor visual do Make é mais intuitivo, exige menos conhecimento técnico e permite criar automações em 15 a 30 minutos. O n8n é funcionalmente mais poderoso, mas a curva de aprendizado é mais íngreme, especialmente para quem não tem familiaridade com conceitos como APIs, webhooks e variáveis de ambiente.

O que é melhor n8n ou Make?

Depende do seu perfil. Para automações simples e entrega rápida, Make. Para alto volume de execuções, integrações customizadas e controle sobre onde os dados rodam, n8n self-hosted. Não existe “melhor” absoluto — existe a ferramenta certa para o seu contexto.

n8n é gratuito?

Sim, se você fizer self-hosting. O n8n é fair-code: você pode baixar o código, instalar no seu próprio servidor (VPS, Docker, npm) e usar gratuitamente, inclusive para fins comerciais, desde que não revenda o n8n como serviço. O n8n Cloud (hospedado pela empresa) começa em $24 por mês no plano Starter.

Quantas integrações o n8n tem?

O n8n tem 400+ nós nativos (integrações mantidas pelo core team) e 600+ nós da comunidade, totalizando aproximadamente 1.500 integrações. Além disso, o HTTP Request node permite conectar com qualquer API REST: tecnicamente, o número de integrações possíveis é ilimitado.

Make vale a pena em 2026?

Para a maioria dos pequenos negócios e freelancers, sim. O Make entrega valor rápido, tem preço de entrada baixo ($9/mês no Core) e cobre os cenários de automação mais comuns. O ponto de atenção é o modelo de créditos: automações complexas com muitos módulos consomem o limite mais rápido que a percepção inicial.

Qual a diferença entre n8n e Make?

A diferença fundamental está em três eixos. Infraestrutura: n8n pode ser self-hosted em VPS própria; Make é exclusivamente cloud. Custo: n8n self-hosted tem custo fixo (só o servidor); Make cobra por volume de operações. Privacidade: n8n self-hosted mantém dados no Brasil (compliance LGPD); Make roda em servidores nos EUA. Em recursos, o n8n lidera em AI Agents com MCP multi-modelo e flexibilidade de código; o Make lidera em facilidade de uso e quantidade de integrações nativas prontas para usar.

Conclusão: Qual Escolher em 2026?

O n8n e o Make são excelentes plataformas — mas atendem momentos diferentes da jornada de automação.

Se você está começando agora, não tem background técnico e quer resultado rápido, o Make é a escolha natural. Comece pelo plano gratuito, teste seus cenários e escale para o Core quando o volume crescer.

Se você já passou dessa fase, ou se o volume de automações, a privacidade dos dados e o custo previsível importam mais que a facilidade inicial, o n8n self-hosted é imbatível. R$ 30 por mês de VPS, execuções ilimitadas, dados em território nacional e o ecossistema de AI Agents mais avançado do mercado.

Para começar com o n8n self-hosted no Brasil, recomendamos a VPS Hostinger com n8n. Use o cupom MAICON10 para economizar na contratação: é a forma mais prática de rodar n8n com performance, preço justo e o Efeito Fronteira Digital jogando a seu favor.

Foto de Maicon Ramos

Maicon Ramos

Infoprodutor e especialista em automações de Marketing, fundador do Automação sem Limites, uma comunidade para ajudar empreendedores e startup.