Suprema Corte dos EUA rejeita caso sobre direitos autorais de arte gerada por IA
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Maicon Ramos
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A Suprema Corte dos EUA recusou analisar o caso que discutir direitos autorais de obras geradas autonomamente por IA.
- O caso envolveu a obra “A Recent Entrance to Paradise”, criada pela IA DABUS, sem contribui humana.
- Decis manteve que a lei de direitos autorais exige autoria humana.
- O veredicto deixa em aberto prote para obras assistidas por IA com autoria humana.
Lide
A Suprema Corte dos EUA recusou analisar recentemente o caso Thaler v. Perlmutter, decidindo que a lei de direitos autorais aplica-se somente a obras criadas por autores humanos. O recurso judicial envolvia a imagem digital “A Recent Entrance to Paradise”, gerada autonomamente pelo sistema de intelig ncia artificial (IA) chamado DABUS. Essa decis , anunciada em mar de 2026, mant as senten as de inst ncias inferiores que negaram prote para obras com autoria exclusivamente artificial.
Contexto e cronologia
- Stephen Thaler, criador de DABUS, buscou copyright desde 2018 para a obra gerada aut nomamente pela IA.
- Em 2022, o Escrit rio de Copyright dos EUA negou o registro alegando aus ncia de autoria humana.
- Ju zes federais e a Corte de Apela es do Circuito de DC confirmaram a exig ncia legal de autoria humana para direitos autorais.
- A Suprema Corte, em 2 de mar de 2026, optou por n o revisar o caso, deixando a decis o das cortes inferiores vigente.
Detalhes t cnicos e legais
A obra em quest o uma imagem surreal de trilhos de trem convergindo para um portal cercado por vegeta o roxa e verde. Essa imagem foi criada exclusivamente pelo DABUS, que opera com redes neurais simulando processos criativos aut nomos, sem interven humana direta.
O documento de pedido de copyright descreveu a IA como nica autora da obra, o que facilitou a rejei o legal, pois a legisla o atual presume autoria humana para garantir direitos autorais.
Aspectos pol micos e impactos no setor
- Essa decis levanta perguntas sobre as barreiras da lei atual diante da crescente produ o aut noma de conte dos por IA.
- Juristas e especialistas apontam a decis o como um adiamento da discuss o, que ainda n o definiu o limiar exato de participa o humana em obras assistidas por IA.
- Cr ticas destacam que a interpreta o conservadora pode frear a inova o em artes geradas por IA aut noma.
- O Departamento de Justi a (DOJ), na era Trump, apoiou a negativa, focando na interpreta legal tradicional e evitando abrir precedentes para a autoralidade de m quinas.
Com a populariza o crescente dessas tecnologias, a decis o refor a barreiras para cria o completamente aut noma, mas abre possibilidades para cria o assistida onde um humano reivindique a autoria, influenciando futuros lit gios e regula es.













