Startups de IA desafiam regras com US$ 180M e US$ 1B em fundos
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Maicon Ramos
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Duas startups emergentes de IA financiam abordagens que rejeitam escalonamento massivo de dados e computação, apostando em eficiências humanas e aprendizado contínuo.
- Flapping Airplanes captou US$ 180M com valuation de US$ 1,5B, buscando modelos eficientes como humanos.
- Core Automation tenta captar até US$ 1B para IA que aprende continuamente no mundo real.
- Investidores incluem Google Ventures, Sequoia e outros fundos de risco de destaque.
- Há riscos e ceticismo em relação a modelos sem produto e prazos longos para retorno.
Resumo principal
Duas startups de inteligência artificial sediadas em San Francisco, Flapping Airplanes e Core Automation, estão chamando atenção ao desafiar o paradigma tradicional de escalonamento massivo em IA. Na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, Flapping Airplanes anunciou a captação de US$ 180 milhões em rodada seed, avaliando a empresa em US$ 1,5 bilhão. A Core Automation, liderada pelo ex-pesquisador da OpenAI Jerry Tworek, busca captar entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão com foco em IA de aprendizado contínuo.
Modelos inovadores e apostas estratégicas
- Flapping Airplanes aposta em modelos de aprendizado com eficiência semelhante à humana, consumindo até 1 milhão de vezes menos dados do que abordagens atuais, evitando a dependência de grandes volumes de dados da internet. A startup nasceu do trabalho dos irmãos Ben e Asher Spector, ambos com background acadêmico e apoiada por investidores como Google Ventures e Sequoia Capital.
- Core Automation, fundada por Jerry Tworek, busca desenvolver sistemas que aprendem e se adaptam em tempo real a partir de experiências reais, aplicando a IA a setores como automação industrial, bio-máquinas e até terraformação planetária. A empresa está em fase de captação e ainda não divulgou valuation.
Investimentos e olhares do mercado
Os aportes financeiros refletem o interesse de fundos renomados no ecossistema de IA, com uma aposta clara em divergir do que eles chamam de “scaling dogma” — o modelo dominante que foca em aumento exponencial de dados e capacidade computacional para aprimorar IA. Apesar do entusiasmo, especialistas apontam riscos devido à ausência de produtos comerciais, valorização elevada e prazos longos para retorno.
Críticas e desafios
- Setores do mercado alertam para a possibilidade de bolha especulativa ao investir alto em startups focadas em pesquisa fundamental sem produtos no mercado.
- A ausência de demonstrações públicas e o horizonte de 5 a 10 anos para resultados práticos geram ceticismo sobre o sucesso dessas iniciativas.
- Aspectos éticos, especialmente na Core Automation, são levantados dadas as ambições de criar agentes auto-replicantes e aplicativos planetários.
Impactos potenciais na indústria de IA
- Uma eventual quebra do paradigma do scaling pode reduzir custos e tornar o desenvolvimento de AGI mais acessível a outros players além das grandes empresas de tecnologia.
- O movimento também sinaliza uma guerra por talentos e um apelo por inovações radicais em contraste com avanços incrementais.
- Investidores de ponta como Google Ventures e Sequoia atuam como proteção contra riscos enquanto diversificam suas apostas.
Para mais informações, visite as fontes originais: TechCrunch, Google Ventures e The Information.














