Nvidia firma parceria com Thinking Machines para IA de ponta
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Maicon Ramos
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Thinking Machines Labs fechou parceria multianual com Nvidia para acesso a pelo menos 1 gigawatt de infraestrutura Vera Rubin para IA avançada, com deployment marcado para início de 2027.
- Startup fundada pela ex-CTO da OpenAI, Mira Murati, avaliada em US$ 12 bilhões.
- Contrapartida financeira significativa da Nvidia, valor não divulgado.
- Foco em modelos customizáveis para uso empresarial, além de APIs básicas.
- Riscos incluem dependência energética elevada e instabilidade interna recente.
Lide
Nvidia, líder global em semicondutores para inteligência artificial, anunciou em 10 de março de 2026 uma parceria estratégica com a startup Thinking Machines Labs, fundada pela ex-CTO da OpenAI, Mira Murati. O acordo oferece à startup acesso a pelo menos 1 gigawatt de poder computacional por meio dos sistemas next-generation Vera Rubin, com instalação prevista para início de 2027.
Detalhes da Parceria e Tecnologia
- O poder computacional de 1 gigawatt equivale ao consumo energético de cerca de 750 mil residências americanas, demonstrando a escala inédita da operação para uma startup.
- Os sistemas Vera Rubin são a próxima geração após as arquiteturas Blackwell e Rubin, lançados pela Nvidia em 2026, focados em eficiência para workloads de IA generativa e treinamento distribuído.
- Além do fornecimento de hardware, a parceria envolve investimento financeiro significativo e não divulgado da Nvidia e desenvolvimento conjunto de plataformas de treinamento e deployment otimizados para hardware Nvidia.
- A Thinking Machines quer criar modelos de IA personalizados, reproduzíveis e acessíveis para acadêmicos, pesquisadores e empresas, visando ir além das APIs de fine-tuning inicialmente disponíveis no mercado.
Contexto e Valor da Startup
- A Thinking Machines foi fundada em fevereiro de 2025 por Mira Murati, ex-CTO da OpenAI, e já levantou mais de US$ 2 bilhões em funding inicial, liderado por investidores como Andreessen Horowitz, Nvidia e AMD.
- A avaliação da startup subiu para cerca de US$ 12 bilhões no último seed round, sinalizando apostas altas para competir com gigantes do setor como OpenAI.
- Seu primeiro produto, a API Tinker, lançada em outubro de 2025, foca em resultados reprodutíveis e consistentes, um diferencial em um mercado marcado por inconsistências nos modelos de linguagem.
Desafios e Controvérsias
- Apesar da ambição, a empresa enfrenta riscos, como a saída recente de co-fundadores para concorrentes, o que pode gerar atrasos no desenvolvimento.
- O consumo energético massivo do projeto levanta debatessobre sustentabilidade, já que 1GW equivale à energia consumida por uma cidade média.
- Termos financeiros da parceria e investimentos específicos não foram divulgados, o que gera especulação no mercado.
- A posição dominante da Nvidia no mercado de GPUs para IA pode atrair fiscalização regulatória, com preocupações de favorecimento.
Impacto no Cenário de IA
Esta aliança posiciona a Thinking Machines como um competidor robusto na corrida por modelos de IA avançados, customizáveis e alinhados, com implantação planejada para 2027. Reforça também a estratégia da Nvidia de dominar a infraestrutura computacional do setor, capitalizando o aumento da demanda global por recursos para inteligência artificial.
Para o mercado, sinaliza uma escalada no investimento em computação massiva para IA, que projeta gastos de US$ 3 a 4 trilhões em infraestrutura até 2030, segundo o CEO da Nvidia, Jensen Huang.
Leia mais no comunicado oficial da Thinking Machines.









