Gucci enfrenta rejeição por campanha de moda com IA

Gucci enfrenta rejeição por campanha de moda com IA

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A campanha ‘Primavera’ da Gucci para a Milan Fashion Week 2026 usa imagens geradas por IA, dividindo opiniões.

  • Imagens geradas e editadas digitalmente mostram releituras estilizadas e surrealistas.
  • Críticas falam em ‘desvalorização’ da herança artesanal da marca.
  • Desfile com novo diretor criativo Demna Gvasalia acontece em 27/02/2026.
  • A estratégia testa os limites entre inovação tecnológica e tradição de luxo.

Gucci, a icônica marca italiana de luxo, lançou uma campanha que utiliza imagens geradas por inteligência artificial (IA) como parte da divulgação do desfile ‘Primavera’ para a Milan Fashion Week 2026, marcada para 27 de fevereiro às 14h CET. Essa estratégia experimental, a primeira sob o comando do novo diretor criativo Demna Gvasalia, gerou reações polarizadas nas redes sociais.

Campanha inovadora com IA e reações polarizadas

A série de imagens divulgadas nas mídias sociais da Gucci foi explicitamente rotulada como “Created with AI”, revelando visuais que combinam elementos fotorealistas e surrealistas. Entre as criações estão a representação digital de uma mulher idosa milanesa com roupas vintage de 1976, releituras estilizadas do Cadillac Gucci de 1984 e cenas animadas que remetem ao estilo do jogo Grand Theft Auto, ambientadas em uma versão fictícia chamada “Vice City Gucci-fied”.

Apesar da inovação, o uso de IA gerou críticas severas. Usuários classificaram a campanha como “barata” e um “insulto” à tradição artesanal da alta-costura italiana, expressando preocupação com a substituição do trabalho humano por imagens digitais, e chamando o conteúdo de “AI slop” (conteúdo de baixa qualidade feito por IA).

Contexto empresarial e estratégico

Demna Gvasalia assumiu o cargo de diretor criativo da Gucci em 2025, pouco antes de uma queda reportada de 22% nas vendas da marca. A campanha com IA aparece como uma tentativa de reposicionamento, unindo luxo, tecnologia e arte para tentar resgatar a relevância da empresa no mercado competitivo de moda.

A marca já experimentava com IA em projetos anteriores, como patrocinar lentes AI no Snapchat, vídeos gerados por IA em passarelas virtuais, e coleções digitais com NFTs leiloados em casas renomadas como a Christie’s.

Desafios e críticas ao uso de IA no luxo

Apesar do apelo tecnológico, o uso de IA em campanhas de moda de luxo enfrenta resistência. O debate se amplia para o valor do trabalho humano na criação artística e os riscos econômicos envolvendo a perda de empregos para a automação digital.

Especialistas em branding destacam que a Gucci não utilizou IA para redução de custos, mas sim para criar imagens impossíveis de serem feitas com métodos tradicionais. Contudo, o movimento pode alienar consumidores fiéis que valorizam a herança artesanal da marca.

Conclusão e expectativas para o futuro

A campanha ‘Primavera’ posiciona a Gucci na linha de frente da inovação tecnológica em luxo, ainda que com riscos evidentes de rejeição por parte de seu público tradicional. O desfile, que marca o debut de Demna Gvasalia, será um termômetro para o sucesso dessa nova abordagem criativa.

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Foto de Maicon Ramos

Maicon Ramos

Infoprodutor e especialista em automações de Marketing, fundador do Automação sem Limites, uma comunidade para ajudar empreendedores e startup.